Por que é que há muitas rádios de música em Portugal
Abundam – como se verá posteriormente – as rádios musicais em Portugal.
As explicações não são muito complicadas e têm a ver com os custos.
Uma vez que o bolo publicitário destinado à rádio é pequeno (não chega aos 200 milhões de euros), os proprietários apostam na redução de custos.
A rádio musical é – genericamente – mais barata do que a rádio de palavra (embora se admitam algumas excepções). Os seus custos resumem-se, além da exploração, aos animadores (disc jockeys) e aos direitos de autor. A indústria discográfica em Portugal é colaborante, à semelhança do que acontece, por exemplo, nos EUA: “In the United States, the recording industry always perceived radio to be a useful means of advertising its products, and was reluctant to extract fees; in the UK, record companies made an early assumption that pop-music radio represented competition to record sales while musicians worried about the threat to live performances, and this led to ‘needletime’ agreements that limited output severely” (David Hendy, pág. 39).
