“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

Mais uma lista de formatos

October 31, 2005

Nesta página há uma lista interessante de formatos da rádio norte-americana, essencialmente musicais.
Mas inclui também uma tipificação do que tem de ter um formato:
What a radio station’s music format sounds like is governed by four parameters: music style, music time period, music activity level, and music sophistication.
Music Style refers strictly to the type of music played, regardless of how the music is packaged for airplay.

Music Time Period refers to the time of the music’s release. “Current” music generally refers to music released within the last year, “Contemporary” music generally refers to music released within the past fifteen or twenty years, “Oldies” generally refers to music released between the mid-50’s and the mid-70’s, and “Nostalgia” refers to music released prior to the mid-50’s.

Music Activity Level is a measure of the music’s dynamic impact, ranging from soft & mellow to loud & hard-driving. Some names of music styles include built-in descriptions of the music’s activity level: “hard rock”, “smooth jazz”.

Music Sophistication is a reflection of whether the musical structure and lyrical content of the music played is simple or complex. Although difficult to quantify, this factor often determines the composition of a station’s audience. It is also reflected in the presentation of the station`s air staff.”

Merayo Pérez, A. Para entender la radio, Ediciones Universidad Pontifícia, Salamanca, 2000, 2ª edição

October 29, 2005

O que leva ao narrowcasting

É a actuação por competência directa leva ao narrowcasting (Marti, 76)

Características do “free FM”

October 27, 2005

- Trata-se de uma nova marca (formato?) na linha do “Fm Talk”;
- Ligada/criada pelo grupo líder dos EUA, Infinity.
- Caracteriza-se, segundo o presidente da Infinity, por “will feature an eclectic mix of personalities, whose distinct creativity, perspective, sense of humor, intellect and unpredictability do not fall under the guiding principles of any particular narrowcast theme or ideology ” (Mediaweek, “Infinity Reveals Stern’s Subs “, 25/10/05.
- “An entertaining hybrid of provocative, political, pop culture, news, music and lifestyle formats, our next generation of FM stations will be personified by their conviction, passion, originality, fearlessness and innovation which is not heard anywhere else on the radio. (”Infinity Broadcasting Launches ‘FREE FM(TM)’ As Part of Howard Stern Replacement Strategy”, CNN Money, 25/10/05)

“Moniker”

Um “moniker” é um pseudónimo atribuído a si próprio. Na indústria radiofónica norte-americana, há muita tradição dos animadores (”djs”) ou “jocks” assinarem os seus espaços com pseudónimos criativos. “Dave FM”, por exemplo. A palavra é sinónimo de animadores de rádio.

“Jack” como resposta ao iPod?

Há quem entenda que este tipo de formatos, com muita música, o mais variada possível, e pouca palavra (não tem animadores personalizados) pode , por isso, ser a resposta da rádio ao fenómeno dos iPods - “The variety format is seen, in part, as a way to appeal to listeners used to loading their own iPods with music from different genres or to keep the loyalties of those thinking about switching to satellite” - “Random format comes to radio; Stations try varied approach to please iPod generation“, San Francisco Chronicle, 31/10/05).
Eu acho que não. A voz será a alternativa verdadeiramente válida.

(O formato “BOB”, irmão do Jack, tem menos palavra ainda e menos músicas conhecidas)

O narrowcasting também em Espanha

October 22, 2005

La concentración de emisoras en grandes ciudades podría haber sido una ocasión para la ampliación y diferencia de ofertas, sin embargo, está suponiendo mayor concurencia con idénticos planteamientos. Y además con una estrategia similar de concentración de los mismos tipos de contenidos a las mismas horas. Así es la programación de los noticiarios, de los magazines, de las transmisiones deportivas, de la difusión, de la musica, etc.”
Cebrian Herreros, pág. 426

A ausência de cadeias nacionais

Uma das características da rádio portuguesa é que, ao contrário do que acontece com a generalidade da rádio na Europa ou nos Estados Unidos, não existem cadeias de rádios associadas.
Seja porque não existe dimensão geográfica ou indústria radiofónicaque o justifique, seja pela falta de uma regionalização politico-administrativa, seja, finalmente, porque a lei não o permite verdadeiramente, a verdade é que faltam soluções de associação, em que “la personalidad de la emisora se manifiesta con diversas programaciones pero dentro de unos planteamientos coherentes. Esto obliga a que cada canal tenga su propia identidad suficientemente diferenciada de los demás. Se ofrecen programaciones variadas y complementarias, pero nunca competitivas entre sí” (Cebrián Herreros, M. (1994). Información radiofónica. Mediación técnica, tratamiento y programación. Madrid: Síntesis, pág. 420).

Cebrián Herreros, M. (1994). Información radiofónica. Mediación técnica, tratamiento y programación. Madrid: Síntesis


A rádio “tertúlia”

Muito implantada em Espanha, esta rádio distingue-se por ter estas características (em construção):
- tem custos muito mais baixos do que outras opções programáticas que exigem maior tempo de produção
- tem alguns riscos, nomeadamente na separação de factos e opinião. Na opinião de Martinéz e Herrera, isto acontece “cuando el conductor olvida su papel de moderador de la charla y participa con sus opiniones en el transcurso de la emisión”.

- um género muito adaptado às características da rádio (mais do que, pelo estatismo, à televisão ou, ainda menos, à imprensa);
Merayo distingue (Merayo, 2000: 210-213) várias características:
- Periodicidade habitualmente diária e manutenção muito tempo em grelha;
- ligação à actualidade mais próxima;
- participantes habituais;
-emprego de uma “linguagem coloquial culta”;
- duração curta (20/30 minutos);
- variedade e alternância de temas