As dificuldades do programador
“The radio gatekeeper may appear to mediate between (record) manufacturer and consumer, in the same way that record reviewers in newspapers do, but his responsibilities ultimately lie elsewhere. Radio gatekeepers have a responsibility to the public only in the vaguest sense: their primary concern is to serve the particular publics that the stations’ managers or owners have delineated. (Barnard, S. 1989: On the Radio: Music Radio in Britain. Milton Keynes: Open University Press. Pág. 114 apud HENDY, pág. 99)
Este trabalho de “gatekeeper” que o programador da play list tem de desempenhar não se limita a escolher as músicas pelo género ou pelos autores, mas a passar o crivo por cada música, individualmente. “The programmer of a ‘Soft Adult Contemporary’ formatted station, for example will automatically exclude from its playlist any record with a ‘rougher’ guitar-led sound, and will look for tracks with a softer, more smoothly produced, melodic feel” (Hendy, 99).
Depois de elaborada a playlist, é preciso cumpri-la rigorosamente. Para o ajudar a cumprir a sua função de “gatekeeper”, recorre a programas informáticos que não só seleccionam s músicas como definem alinhamentos e relacionamentos (uma por casar com a outra) e impõem regras que evitam certas repetições. Um dos programas informáticos mais usados é o “Selector”.
Não admira que a função de programador da playlist encerre, além da responsabilidade, alguns ódios – por parte dos animadores. Por isso, esse programador raramente é um autor de programas de rádio, mantendo-se equidistante dos vários animadores e da própria antena
