“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

A origem da programação (e dos formatos)

October 15, 2005

A rádio no pós-televisão faz as suas novas opções programáticas em função de diversos factores. Um deles é a óbvia quebra das receitas publicitárias (um exemplo: o último episódio da última radionovela nos EUA, até então um género localmente muito popular, vai para o ar em 1960) (BLUME 1983:10/M&M 24)
Como lembra Martí i Martí, perante esta conjuntura e a necessidade de sobrevivência, “no se creaban nuevos géneros programáticos; se buscaba una salida pragmática y económicamente asumible, apoyándose el discurso radiofónico en otra industria cultural que vivía una gran fase expansiva: la discográfica, al rebufo a su vez de una nueva corriente de la música popular vinculada a la electrónica” (MIM 24).
É neste contexto que surge a rádio (comercial) tal como hoje a conhecemos, marcada por uma “especialización y con la aportación a nivel de género de un programa único, senado y repetitivo, consecuencia de la aplicación de diferentes fórmulas combinatorias de material: música, noticias, concursos, publicidad, etc” (MiM 24).

Comments »

The URI to TrackBack this entry is: http://osegundochoque.blogsome.com/2005/10/15/a-origem-da-programacao-e-dos-formatos/trackback/

No comments yet.

RSS feed for comments on this post.

Leave a comment

Line and paragraph breaks automatic, e-mail address never displayed, HTML allowed: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>