A origem da programação (e dos formatos)
A rádio no pós-televisão faz as suas novas opções programáticas em função de diversos factores. Um deles é a óbvia quebra das receitas publicitárias (um exemplo: o último episódio da última radionovela nos EUA, até então um género localmente muito popular, vai para o ar em 1960) (BLUME 1983:10/M&M 24)
Como lembra Martí i Martí, perante esta conjuntura e a necessidade de sobrevivência, “no se creaban nuevos géneros programáticos; se buscaba una salida pragmática y económicamente asumible, apoyándose el discurso radiofónico en otra industria cultural que vivía una gran fase expansiva: la discográfica, al rebufo a su vez de una nueva corriente de la música popular vinculada a la electrónica” (MIM 24).
É neste contexto que surge a rádio (comercial) tal como hoje a conhecemos, marcada por uma “especialización y con la aportación a nivel de género de un programa único, senado y repetitivo, consecuencia de la aplicación de diferentes fórmulas combinatorias de material: música, noticias, concursos, publicidad, etc” (MiM 24).
