A internet (podcasts) e hiper-especialização de formatos
A possibilidade de fazer o descarregamento de uma determinada rubrica ou de um determinado programa, através da internet, muito mais com o sistema RSS, que personaliza a recepção, pode ter consequências, destruindo as estruturas em que assenta a programação actualmente, os formatos como os conhecemos?
Por outro lado, sendo uma incógnita a forma como a rádio responderá aos desafios colocados pelas novas tecnologias, mais importante de todas – sem qualquer margem para dúvida – a Internet, é possível especular um pouco:
Entre várias alterações que a Internet vem provocar, uma é fundamental para a concepção de formatos: a partir do momento em que qualquer rádio que emita on line deixa de ter limites geográficos de propagação, pode concorrer no espaço total ou, pelo menos, pode chegar muito mais longe, novos públicos.
Parece que o caminho apontará para uma hiper-especialização, com cada rádio a encontrar o seu nicho de audiências, uma vez que deixará de fazer sentido a rádio generalista – os fundamentos que justificam, ainda hoje, a rádio generalista (necessidade de concentrar numa mesma programação diversos interesses para atingir diversas pessoas que de outra forma não seriam servidas) caem por terra com as incomensuráveis potencialidades da rádio na Internet: quantas rádios educativas não se podem construir online, a partir do momento em que a tecnologia esteja massificada?
