“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

As tabelas de vendas e a rádio

December 3, 2005

Os formatos musicais nos Estados Unidos não são apenas uma forma de a rádio se arrumar tendo em vista os gostos dos ouvintes (ou seja, por segmentos de música, que por vezes não correspondem a géneros musicais, mas a zonas etárias de interesse).
Os formatos de rádio musical são mais do que uma questão da rádio. Para a indústria discográfica são importantes.
Veja-se o caso da empresa Radio & Records, que - informação do seu site, é contactada semanalmente por mais de 1500 estações de rádio informando-a dos novos temas acrescentados às suas playlists da semana seguinte.
A R&R mntém uma dezena de tabelas de temas por formatos, que vão orientando as estações associadas (são um farol essencial à sua actividade). A indústria discográfica tem nestas tabelas de “airplay” um barómetro imprescindível para, juntamente com as vendas, avaliar o sucesso de um tema, de um disco ou de um músico/grupo.
Mas a própria indústria discográfica norte-americana organiza-se de acordo com os formatos de rádio. Não todos, como é evidente, pela razão avançada anteriormente, mas na lista da Billboard é possível encontrar, por exemplo, o Top 40/AC, Hot 100, Country, Latin, etc. Falta saber se foi a rádio que se adaptou aos formatos da indústria discográfica ou se foi esta que se arrumou em função do sucesso da rádio.

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