“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

O “jack” é o regresso à rádio generalista?

December 12, 2005

A rádio generalista, para o ser, tem de ser dirigida a diversos públicos e não apenas a um em concreto; tem de ter como pressuposto atingir o máximo de ouvintes de entre todos os que podem ouvir determinada rádio. Por isso o regresso à rádio generalista é quase impossível.
No entanto, este novo formato “jack” (e se é um formato já estamos no domínio da rádio especializada) representa um corte com a tradição de apertar cada vez mais a programação.
O assunto está a interessar os especialistas nos EUA: “The format stands opposite to the trend of personalization, where media content is tailored individually on platforms such as the iPod, Internet and digital video recorders“.
O título desta notícia da empresa de análise de médias Kagan é aliás sinal disso mesmo: “Succeeding With ‘Generic’ Radio Content Even As Media Personalization Takes Hold“. Rádio generalista, portanto.
Contudo, mais à frente pode ler-se: “The Jack is built around music appealing to audiences ages 35-44 (or as wide as 25 to 54) with hit songs from the 1970s and later“. Ou seja, é possível dizer duas coisas: este formato não é rádio generalista, mas representa uma alteração da lógica que tem imperado na rádio dos EUA (e um pouco por todo o mundo mais ocidentalizado).

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