“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

Mais do mesmo

March 2, 2006

«Apesar de ter o mesmo nome da emissora do Algarve, a Kiss FM Lisboa é autónoma, uma garantia dada ao Diário Económico por Jorge Correia, responsável por este novo projecto. “Tem algumas semelhanças com a rádio do Algarve, mas não é um retransmissor”.
A nova rádio da grande Lisboa pretende fazer parte do conceito internacional da marca Kiss, que já emite em Londres, Paris, São Paulo ou Tóquio, ou seja, “ter uma atitude mais activa para com os ouvintes e destinada a jovens adultos entre os 25 e os 40 anos”, explica Jorge Correia. Para garantir o sucesso deste objectivo, foi contratada uma empresa de consultoria europeia, que está a trabalhar em Portugal, para garantir a adequada formatação da rádio.
A Kiss FM Lisboa vai apostar em grandes êxitos da música nacional e internacional, com uma ‘playlist’ cuidadosamente estudada pela consultora, tal como na informação curta de hora a hora. Não admitindo com que estações pretende concorrer directamente, Jorge Correia acredita que a Kiss FM Lisboa pode “ganhar ouvintes a todas as rádios”. Para aumentar as audiências está a ser feito um grande investimento em campanhas de marketing.(…).»

fonte: Diário Económico, 2/2/06, Ana Filipa Amaro

De uma notícia do Público de 3/3/06 (”Kiss fm já se pode ouvir em Lisboa”, de Ana Machado):
«Jorge Correia afirma que quer que fique claro que, mais do que fazer concorrência a qualquer outra rádio a emitir em Lisboa, a Kiss FM destaca-se por explorar o que as outras rádios ainda não ofereciam. “Estudámos o posicionamento de cada uma das rádios e tentámos colocar-nos no meio. Existe um lugar entre as rádios locais e os projectos de âmbito nacional. Não queremos o público da RFM, da Cidade ou da Comercial. Queremos roubar um bocadinho a cada uma delas. Procuramos um certo factor de diferenciação” afirma. (…) O responsável adianta ainda que tudo foi “cientificamente” estudado, desde as play-lists de música, à sonoplastia, para fazer um produto adequado ao mercado que agora pretendem conquistar em Lisboa. “Criou-se um formato de rádio científica que agora terá de ser testado.”»

Excesso de rádios musicais; consequências

«In Britain, the BBC has increased its market share to 55.1 percent, according to surveys, taking its lead over commercial radio to its widest point in three years. The same trends are taking hold in the Netherlands and in Germany.

Youth-oriented commercial rock stations - once a standard teenage emblem of identity and rebellion - are facing a revolt themselves. , L’Actu, a youth newspaper, published a front-page article in January about falling audience levels with a cartoon of tearful radio In France, where three rock stations lost a total of about one million listeners in surveys in the last quarter of 2005executives clutching the wayward heels of a listener with dangling ear buds.»

Youthful disaffection has had an effect in the United States, too. In New York in January, Infinity Broadcasting transformed K-Rock from an alternative rock format to talk radio, saying the station had been losing too many listeners to music downloads and Internet radio.

(fonte: «Seeking new wavelengths for radio», IHT, de Doreen Carvajal, International Herald Tribune, SUNDAY, FEBRUARY 26, 2006)