A rádio portuguesa na década de 80
«Dos antigos tempos em que a virtude radiofónica consistia na “boa dicção e boa voz” de quem à partida fosse da situação, caiu-se hoje na atitude contrária: má dicção, má voz e, à partida, agressividade, são os elementos da nova virtude radiofónica. Eis porque o trabalho jornalístico da rádio portuguesa se, por um lado não mobiliza as populações, por outro lado parece um vígia e um vigiado apenas da hipersensibilidade das autoridades de todos os escalões. Como pano de fundo, as agências noticiosas e as editoras discográficas a cumprirem as funções de pronto -socorro», Carlos Albino (1985) in Lavoinne: s/d, 10).
