a rádio não se tem orientado em função do público jovem
«Os métodos tradicionais de produção e comunicação radiofónica foram ultrapassados e a rádio não se tem orientado em função do público jovem que encontra noutros meios de comunicação, formas de criar uma comunidade virtual. Apareceram novas ofertas para os ouvintes, como os canais de música na televisão por cabo e satélite, ou a Internet. A emotividade e em parte, o sucesso da comunicação radiofónica deriva da capacidade para estabelecer uma relação afectiva com ouvinte, ao contrário da distância que se tem demonstrado ao longo dos últimos anos. Depois de uma geração de profissionais que fez da rádio um importante meio de comunicação, seguiu-se um período em que o profissional da rádio era encarado como um disc jockey, com graves consequências para a forma como se comunica na rádio. Não se têm formado pessoas nos últimos
anos que possam operar a rádio em todas as suas funções. As rádios perderam audiência não só em função da multiplicação dos meios e da modernização das formas de comunicação e acesso à informação, mas também como consequência da animação que perdeu o seu valor, não desenvolvendo a identidade da rádio».
Paula Cordeiro, http://www.bocc.ubi.pt/pag/cordeiro-paula-radio-portugal.pdf, pag 8 (consultado a 20/3/06)
