“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

Dados a acrescentar

March 18, 2006

O trabalho de campo dividiu-se em duas fases. Numa primeira foram feitos os registos detalhados dos conteúdos, por tempo de duração, das rádios em causa, com a respectiva transformação dos resultados em gráficos de resumo.
Numa segunda fase, isolaram-se os dados sobre o ano de edição das músicas transmitidas e comparou-se esses dados com o perfil etário de cada uma das rádios, de acordo com os dados do Anuário de Meios da Marktest, relativo a 2004 (o último disponível no momento em que decorreu o trabalho de campo).
Para se conseguir colocar num mesmo gráfico comparativo os dados do perfil etário e os resultados apurados relativos aos anos de edição das músicas foi preciso proceder a alguma compatibilização.
A partir do momento em que a Marktest usa sete intervalos na sua segmentação etária (15-17, 18-24, 25-34, 35-44, 45-54, 55-64 e mais de 64) e na pesquisa inicial optei por um máximo de 11 intervalos (de 1955 até 2005), porque respondiam à necessidade de mais rigor e de melhor informação, ao passarmos para a segunda fase, compatibilizei esses 11 intervalos em sete.
Desta forma,
- aos ouvintes com mais de 64 anos «corresponde» a música editada até 1969;
- aos ouvintes entre 55 e 64 anos «corresponde» a música editada entre 1970 e 1974;
- aos ouvintes entre 45 e 54 anos «corresponde» a música editada entre 1975 e 1979;
- aos ouvintes entre 35 e 44 anos «corresponde» a música editada entre 1980 e 1989;
- aos ouvintes entre 25 e 34 anos «corresponde» a música editada entre 1990 e 1999;
- aos ouvintes entre 18 e 24 anos «corresponde» a música editada entre 2000 e 2004;
- aos ouvintes entre 15 e 17 anos «corresponde» a música editada 2005;
Não duvido que este esforço de compatibilização possa ser alvo de críticas, por se estruturar empiricamente e por que os 11 intervalos poderiam ser adaptados de outra forma, mas gostaria de deixar duas notas:
- a opção seguiu um critério assente na lógica e no bom senso, com o máximo de rigor no tratamento dos dados;
- para que fosse possível elaborar os quadros comparativos (e respectivas leituras) teria sempre de haver uma compatibilização;
Não se duvida, insiste-se, que uma compatibilização como esta não pode ter uma valor absoluto, até porque, lidando com intervalos impostos pela Marktest, é forçoso reconhecer que poderá haver interesses muito diferentes entre um ouvinte com 18 anos e outro com 24, mas englobados no mesmo intervalo.
Por outro lado, se é relativamente pacífico que um jovem com 15 anos - por regra - ouvirá a música mais recente, não é correcto aplicar uma regra de transposição - é normal que um ouvinte com 30 anos continue a procurar músicas novas, não apenas por questões psicológicas, mas também porque os músicos que ele conheceu aos 15 anos poderão ter novos sucessos 15 anos depois. Ou seja, é preciso ter em conta que pelo menos até à faixa etária 25-34 anos a procura por música recente será grande. A diferença vai notar-se no peso percentual que, por exemplo, a música editada em 2000-2004 e em 2005 vai ter em cada rádio.

Mais um dado: na análise dos quadros da segunda fase introduzem-se elementos comparativos entre rádios com o mesmo perfil (etário ou musical), para perceber semelhanças e diferenças.

Isto significa que na alínea respectiva a cada rádio analisada haverá duas entradas relativas a essas duas fases.

Também neste capítulo vão faltar os dados sobre a TSF, ausência motivada pela não transmissão de música. A caracterização do perfil etário desta rádio foi feita anteriormente.

Comments »

The URI to TrackBack this entry is: http://osegundochoque.blogsome.com/2006/03/18/dados-a-acrescentar/trackback/

No comments yet.

RSS feed for comments on this post.

Leave a comment

Line and paragraph breaks automatic, e-mail address never displayed, HTML allowed: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>