As 8 horas
A escolha de oito horas obedece a critérios lógicos de adequação dos objectivos às possibilidades físicas: uma análise como a que foi feita (com registo ao segundo), implica uma devoção completa à emissão, ainda por cima durante dez dias (e como, por exemplo, muitas das músicas transmitidas não são identificadas, sendo que essa identificação era fundamental para o trabalho, foi preciso posteriormente, através de outros meios apurar a identidade dessas músicas). É certo que, contabilisticamente, elas representam um terço da emissão, mas essas são as oito horas indiscutivelmente mais importantes para as rádios, quer a nível de audiência quer de emissão publicitária.
A questão deve pôr-se não ao nível da escolha de outro bloco (por exemplo 12-16 em vez de 16-20) mas se haverá , noutros horários, ainda que menos relevantes, perfis de programas tão diferentes que pudessem remeter para públicos também diferentes, alterando a classificação do formato? Por um lado, essa constatação seria sempre contraditória a própria lógica de formato e, depois, sempre minoritária. Mas, além de escutas anteriores e posteriores para verificar essa realidade, junta-se à análise um dado incontestado: os perfis etários (e se necessário sócio-económicos) dos ouvintes ajudam a traçar o perfil e o formato.
