Uma classificação anacrónica
(para trabalhar a questão na introdução:
Porque não têm problemas de emissão é que as rádios nacionais nunca se preocuparam em requerer alteração do estatuto de programação – ou seja, apenas aquelas que têm uma base local é que se movimentaram nesse sentido, para ganharem dimensão e chegarem, principalmente, a Lisboa e ao Porto.
Isto faz com que, à luz destes pressupostos legais, haja, entre as 10 rádios do nosso universo:
- cinco rádios generalistas (as cinco nacionais, mesmo quando exclusivamente musicais, como a RFM, Rádio Comercial ou Antena 3, além da Antena 1 e Rádio Renascença);
- cinco temáticas (quatro musicais, Capital, Mega, Rádio Clube Português e Best Rock FM , e uma informativa, TSF);
Ora, como qualquer ouvinte mais desatento perceberá, se a classificação das rádios temáticas, musicais ou informativas, corresponde genericamente ao que se ouve, já quanto às rádios generalistas estamos perante um evidente anacronismo, que tem uma base jurídica – a Lei classifica umas mas esquece as outras (e também não contempla a hipótese de existirem rádios de conteúdo misto, palavra e música).
Uma classificação das ditas rádios generalistas mais de acordo com aquilo que é a sua programação e o enquadramento das que vierem a ser classificadas, realmente, como temáticas são os dois objectivos do «trabalho de campo» que se segue.
