“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

analisar as grelhas

April 1, 2006

?????Este trabalho não se propõe analisar as programações de acordo com as suas estruturas (com a forma como estão desenhadas, como estão construídas), seja numa análise de blocos ou mosaico seja nas horas-relógio, porque as fronteiras estão muito diluídas: «la realidad cotidiana a la que antes aludíamos revela que ambas posibilidades conviven a menudo en una misma parrilla, sobre todo en las especializaciones musicales, que recurren a una fórmula en las franjas centrales de emisión, y reservan para horarios residuales (tarde-noche y/o madrugada) espacios complementarios. A este tercer modelo, una versión matizada de la fórmula pura, se le llama fórmula con tendencia temática» (ESteban, 2000: 154).
A partir do momento em que, como se verá, o elemento decisivo de avaliação não é a estruturação (a forma como estão dispostos) os programas ou conteúdos, mas os próprios conteúdos que ali existem, uma análise das estruturas será irrelevante. Por outras palavras, não é necessário para uma caracterização de formatos, analisar se determinada rádio tem uma construção de hora-relógio ao longo de 24 horas ou só nos dois horários de viagem (driving time). Importa, antes, saber que tipo (ano de edição, nomeadamente) de música passa e quem a ouve.

avaliar a diversidade cultural

Sendo um objectivo compleamente segundário, é possível através das conclusões a que se chegarem ter uma ideia mais concreta sobre a diversidade cultural proporcionada pela rádio portuguesa - a eventual diversidade de formatos será um sinónimo de diversidade cultural?
Segundo a Unesco, «A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza» (artigo 1 da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, http://www.unesco.org.br/publicacoes/copy_of_pdf/decunivdiversidadecultural.doc, consultado a 1/4/06)

Que rádio musical e a quem se dirige

March 25, 2006

A partir dos dados equacionados na introdução, sobre a esmagadora presença da rádio musical na oferta radiofónica portuguesa, com valores seguramente superiores a 70 por cento, importará perceber que rádio musical é essa: como se segmenta, o que oferece, a quem se dirige, como se diferencia. É esse um dos principais objectivos deste estudo (embora também fosse interessante perceber por que é que Portugal é claramente uma excepção na oferta radiofónica europeia, como é que se chegou a esta situação, mas não é objectivo deste trabalho)

Como diferenciar músicas do mesmo «target»

March 21, 2006

Um dos objectivos deste trabalho, paralelos ao objectivo central, é perceber quais os factores que fazem a diferenciação nas diferentes rádios.
A segmentação fazia-se em função de diferenças etárias mais ou menos claras: uma rádio para jovens outra para jovens-adultos e uma para adultos (15-24 anos; 25-44; e mais de 45 anos, respectivamente). Se as distinções nunca são perfeitas, porque há elementos de confluência e de inter-penetração, o panorama parecia arrumado.
Mas o aparecimento de rádios, dentro do mesmo universo empresarial, a disputar essas faixas etárias, terá obrigatoriamente de significar que, mais do que a idade, conta a diferenciação do produto oferecido (tipo de música, por exemplo) ou que essas agregações etárias são demasiado vastas e que é possível encontrar subnichos por exemplo entre os 15-25 ou entre os 25-34).
Traduzir-se-á numa maior oferta?

Uma dificuldade acrescida

March 18, 2006

Apesar dos alvarás atribuídos distiguirem as estações temáticas entre musical e informativa, tal classificação revela-se insuficiente para catalogar o panorama actual da rádio, pelo desenvolvimento do sector em termos de mercado, programação e sistemas de difusão. Assim, encontramos rádios temáticas musicais com especialização ao nível do género musical, apesar de, em termos informativos e restantes conteúdos, serem de carácter generalista. Como fazer então a classificação? Que alternativas?
(obrigado Paula)

Uma das razões para este estudo

March 12, 2006

não há nenhum livro ou estudo que caracterize a programação radiofónica em Portugal (seja analisando os formatos ou não); isso vai reflectir-se na ausência de bibliografia em português;

Quantos formatos há na rádio em Portugal

March 4, 2006

A propósito deste texto, importa saber quantos são os formatos na rádio portuguesa:

O pesos dos formatos na rádio actual

«La especialización musical es el fenómeno radiofónico más desarrollado en Estados Unidos y un fenómeno consolidado en Europa en términos de programación y audiencia. En la actualidad, la radio europea dispone de más de veinte formatos musicales. España presenta la mayor diversificación con más de siete formatos. La radio europea dispone de alrededor de un 30% del mercado de audiencia mundial de la radio musical, principalmente en España y Francia».
Elsa Moreno Moreno, MArtinéz-Costa, 2001: 203

Para a necessidade da caracterização

February 18, 2006

(para explicar os objectivos do trabalho)
“El punto de partida de esta propuesta, la hipótesis principal, que hacemos es que estamos frente a un nuevo medio, y por tanto el canal obliga a adaptar la producción informativa a las características del mismo. Determinar cuáles son esas características es indispensable si se quiere hacer cualquier tipo de teorización sobre los géneros ciberperiodísticos que han comenzado a fojarse, algunos de los cuales son bien diferentes de los que ya conocemos en la prensa escrita o los medios audiovisuales. Entre otras cosas, porque muchas de esas caracteristicas son imposibles de conseguir en los medios que hasta ahora conocíamos. Estanos, sin duda, ante un nuevo paradigma (…) Diáz Noci, Javier, Los géneros ciberperiodísticos: un aproximación teórica a los cibertextos, sus elementos y su tipologia, http://www.ehu.es/diaz-noci/Conf/santiago04.pdf, consultado a 18/2/06)

A classificação das programações é universal (mesmo em Portugal)

December 31, 2005

“La historia de la práctica profesional del sector radiofónico ha impuesto una clasificación de las programaciones, la cual es perfectamente aplicable con independencia de cuál sea la nacionalidad de la industria que lo utiliza”
Marti Marti apud Martinéz-Costa e Moreno Moreno, 2004: 29