O ataque da televisão
A rádio que resulta da explosão da televisão, a partir da década de 60, é marcada por diversos desenvolvimentos tecnológicos (o transístor, que permite a miniaturização, ou a banalização do FM), pelo crescimento do próprio meio (nascem mais rádios, sejam privadas, no caso dos EUA, estejam ainda sob controlo dos estados, na Europa) e pela concorrência directa da televisão, que se consolida pelo menos em todo o hemisfério ocidental. A presença da televisão não se limita a ocupar o mesmo público que antes ouvia rádio (além de trazer públicos novos) e o mesmo espaço de atenção. Também vai procurar à rádio os seus principais nomes e ainda a publicidade.
A rádio reage, para não morrer, e numa espécie de movimento conjugado – até porque, como se disse, há cada vez mais rádios – especializa-se, à medida que se vai libertando dos monopólios estatais (em muitos países da Europa isso só acontece nas décadas de 70 ou 80, caso de Portugal, numa altura em que o espectro já oferece alternativas à margem da lei).
