“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

Como compreender a rádio híbrida

October 16, 2005

A rádio híbrida é aquela que não tem um elemento distintivo, seja palavra seja música. Os dois conteúdos coexistem em proporções equilibradas e sequenciais ao longo de um mesmo dia: há horas mais musicais e horas só de palavra (basicamente informação ou fóruns. Martí i Martí usa a expressão “géneros mistos” (pág 43) para descrever programas que pela sua diversidade de conteúdos e estrutura de apresentação se afastam dos géneros clássicos e até dos restantes programas de uma mesma grelha. Aceita-se a formulação, mas falando mais de programações do que de programas, parece óbvio que uma rádio não deixa de ser musical se, de manhã, tiver um programa híbrido, com informações de trânsito, humor, rubricas didácticas ou até um consultório. Ou seja, a caracterização, qualquer que ela seja, tem de se basear em elementos dominadores. A não existirem, estaremos perante um rádio híbrida.