“A rádio que temos” é um blogue de João Paulo Meneses, de apoio ao trabalho escrito do 2º ano do doutoramento em comunicação na Universidade de Vigo. Pretende identificar a rádio portuguesa e, já agora, opô-la, a nível de formatos, à rádio de alguma Europa.

Os formatos por idades nos EUA

March 10, 2006

«A música Country é o formato musical mais difundido nas Rádios dos Estados Unidos (…); as rádios especializadas neste tipo musical têm uma audiência maioritariamente feminina (53,2%), e de idades essencialmente compreendidas entre os 25 e os 44 anos (mais de 35%), apesar de também obter bons resultados junto da população idosa (sendo que cerca de 30% da audiência tem mais de 55 anos) (…)

As rádios especializadas em conteúdos informativos são igualmente bem sucedidas nos Estados Unidos, sendo a sua audiência composta maioritariamente por homens (56,1%) pertencentes às camadas mais idosas da população. De facto, 34,1% dos ouvintes deste formato tem mais de 65 anos, e 20,1% entre 55 e 64 anos. (…)

A categoria musical “Adulto Contemporâneo” é particularmente bem sucedida junto das mulheres, que representam 65,6% do total dos ouvintes. Em termos de idades, existe uma distribuição relativamente igualitária, sendo que este género musical conta com uma forte penetração nas diversas categorias etárias. (…)

A audiência das rádios especializadas em Música Pop é também composta em maioria por mulheres (62,3%). Trata-se de um grupo de ouvintes jovens (mais de 70% tem menos de 35 anos). (…)

O Rock é escutado através do rádio principalmente por homens (70,7%), e 32,5% dos ouvintes tem entre 35-44 anos. (…)

A categoria musical “Urbano Contemporaneo” (hip hop) é ouvido tanto por mulheres (53,5%), como por homens (46,5%), apesar do sexo feminino dominar ligeiramente. Tem muito sucesso junto dos jovens (24,2% dos ouvintes tem entre 18 e 24 anos, e 23,8% entre 25 e 34) (…) Mais de 77% da audiência é de origem africana, sendo o tempo médio de audição por semana de nove horas. Cerca de 70% dos ouvintes são solteiros.

Os “Oldies” têm também uma audiência relativamente equilibrada em termos de género (50,8% são mulheres, 49,2% homens), obtendo um sucesso especial junto das camadas mais idosas, nomeadamente junto da categoria 55-64 anos (27,6%). (…)

As rádios Hispânicas são ouvidas em maioria por homens (58,1%), de idades compreendidas entre os 25 e 34 anos (31,3%). (…)

A Música Alternativa também é ouvida através do rádio maioritariamente por homens, que representam 67,4% da audiência. Cerca de 31% tem entre 25 e 34 anos (…).

As Rádios especializadas na transmissão de conteúdos de cariz religioso têm uma audiência composta por 63,6% de mulheres, e 36,4% de homens. Cerca de 28% dos ouvintes tem entre 35 e 44 anos, (…).

Os conteúdos desportivos são ouvidos essencialmente por homens (87,3%), casados (70%), pertencentes à categoria 25-44 (esta representa 50% da audiência) (…)

Por fim, de destacar ainda que a Música Clássica é maioritariamente ouvida através da rádio pelas camadas mais idosas da população (mais de 60% da audiência tem mais de 55 anos), … estando este género muito difundido junto da população de mais de 35 anos.

Fonte: « Os Conteúdos da Rádio nos Estados Unidos», a partir do estudo da Arbitron «Radio Today 2006 : How America Listens to Radio”, Obercom, (V.A) 03-03-2006

A rádio em França

February 20, 2006

Existe a divisão generalistas-temáticas:
1ª NRJ (temática, musical) (audiencia acumulada de 12,2% entre a população com 13 ou mais anos)
2ª RTL (generalista), 12,1
3ª France Info (temática) 10,6%
4ª France Inter (generalista) 10,5%
fonte: Inquérito 75.000+ de Médiamétrie (sete-Ot 2003)

Outras informações:
De acordo com as informações da Médiamétrie, a divisão é feita por rádios generalistas (Europe 1, France Bleu, France Inter, RMC e RTL), Rádios Musicais (Cherie FM, Europe 2, Fun Radio, MFM, entre outras), rádios temáticas (que também podem ser musicais, como a Radio Classique ou a France Musique, ou de palavra, como a France Culture ou France Info, ou BFM, dedicada à actualidade económica) e rádios locais.
De acordo com as audiencias Novembro-Dezembro 2005, as rádios generalistas valem 37,1 (os privados 24), os musicais 43,5 e as temáticas 13,4. O Grupo Radio France (estatal) vale 22,3 por cento (com as rádios FIP, France Inter, France Info, France Bleu, France Musique, France Culture, Le Mouv’, Hector, Elisa- estes dois são estações musicais distribuidas pelo canal de cabo Noos).

Os estudos são realizados com base em cerca de 40 mil entrevistas telefónicas (fixos e móveis)

Mais oferta, mais homogeneização

February 4, 2006

«More radio stations do not necessarily bring about more choice for listeners and sometimes the only way to distinguish between one station and another is the station ident (the jingle that identifies the station with its name and frequency). The majority of stations in Britain follow a very similar format dominated by music” (Fleming, 2002: 6).

(estatisticamente, nunca houve tantas rádios como nos últimos anos; de acordo com a atribuição de licenças)

“Radio is big business and, while the number of stations continues to grow, there is increasing consolidation with groups buying out small independent stations which then adopt the group’s format. This is leading to a homogenisation of the sound of radio with ‘local’ stations controlled from group headquarters rather than the place their audience is based.” (Fleming, 2002: 10)

Situação na Europa

January 14, 2006

“A partir de 1972 - año en que el Reino Unido autoriza la radio mercial local -, hasta 1993 - año en que el Parlamento austríaco aprobó una ley, varias veces recurrida, por la que se autorizaron emisoras privadas regionales y locales - se produce la multiplicación de emisoras de radio y, en consecuencia, la aparición de nuevas ofertas programáticas”.

María del Pilar Martinéz-Costa in MARTINÉZ-COSTA, María del Pilar e MORENO MORENO, Elsa, Programación Radiofónica, Ariel, Barcelona, 2004 , 332

Em Espanha

January 11, 2006

“(…) además de radio estatal, existen cuatro cadenas nacionales, que se reparten la audiencia, casi en su totalidad. Estas son: la SER, con un 45%, Onda Cero, con un 23%, COPE, con un 21%, y Punto Radio, con 1% de audiencia. El resto, el 10% se reparte en un amplio conjunto de emisoras.

Y aquí reside uno de los más graves problemas. La proliferación de emisoras, que operan sin licencia, coloca a las legales en una situación muy delicada. La Asociación Española de Radiodifusión Comercial (AERC) subraya la pasividad de las autoridades como principal causa del problema. Según un informe de esta Asociación, el número de frecuencias piratas es 2.928. Además, las emisoras municipales alcanzan el número de 509. Lo que significa que el total de ilegales casi triplica al de legales. (…)

Las tres principales cadenas privadas de radio, la SER, Onda Cero y la COPE, aumentaron su volumen de negocio en el pasado año, un 5,8%, lo que se debió al buen comportamiento de la publicidad, por segundo año consecutivo, después de dos años adversos. La suma de ingresos netos de la SER, Onda Cero y la COPE ascendió a 330,44 millones de euros, frente a los 312,25 del ejercicio anterior.

Por primera vez, las tres compañías obtuvieron beneficios netos, al conseguir Onda Cero abandonar los números rojos, que caracterizaron sus cuentas hasta ahora. De todos modos, este volumen de negocio es considerado insuficiente por los expertos y, en cierto sentido, injusto con relación a la audiencia que mueve. ”
Presente y futuro de la radio en España Alberto Miguel Arruti , 11 de noviembre de 2005

A chegada dos formatos à Europa

January 8, 2006

“La extensión de la radio privada, el uso del satélite en la distribución musical fueron los factores principales que contribuyeron a la generalización del formato musical en Europa a comienzos de la década de los 80, fenómeno que rejuveneció la radiodifusión europea. La nueva sintonía se generó sobre el formato CHR en los mercados de España, Italia y Francia. En este sentido, la radio española, debido a la existencia de una estructura mixta de radio privada y radio pública, fue pionera en establecer en 1978 el primer CHR en cadena, los 40 Principales, a cargo de la cadena SER. La iniciativa fue seguida, una vez autorizada la radiodifusión privada local, por Rete 105 en Italia, en 1980 y NRJ en Francia un año después. El formato musical adquirió dimensión nacional en Francia a mediados de los años 80, tras la autorización de la emisión radiofónica vía satélite en 1986; en Italia, tras la aprobación en 1990 de la Mamí Legge, ley que autorizó la creación de catorce cadenas de radio nacionales, y en Gran Bretaña en 1991, tras el permiso pertinente de la Radio Authority para crear Classic FM y Virgin Radio.”
(Elsa Moreno Moreno in Martinez Costa e Moreno Moreno, 2004: 123)

Panorama na Europa

January 3, 2006

“(…) tampoco podemos decir que el modelo español ofrezca diferencias sustanciales con respecto al comportamiento medio de los otros modelos europeos, de todos modos presenta algunas diferencias debidas fundamentalmente a su particular desarrollo histórico. No es lo mismo hablar de la dicotomía radio pública y privada en España que en Francia, Inglaterra o Italia.

Pese a la multiplicidad de modelos radiofónicas existentes en Europa y por tanto también a nivel programático, ello no es óbice para que podamos definir la situación actual por una serie de rasgos esenciales:

- La crisis de identidad de la radio pública, o lo que es lo mismo, el desconcierto existente sobre el papel que debe desarrollar en el nuevo contexto creado por la desregulación. Existe una cierta coincidencia en afirmar, tanto a nivel interno como externo de las organizaciones, que el paradigma de su oferta tradicional basado en las tres programaciones o canales: el generalista, el cultural y el de los jóvenes, está haciendo aguas.

En algunos países los modelos radiodifusores se han transformado en una jungla por lo que respecta a su oferta programática; los objetivos fundacionales de las radios públicas: formar, informar y entretener, han dejado de ser su territorio exclusivo y también la justificación de su existencia diferenciada. Se están produciendo algunas situaciones que avalan esta afirmación: empiezan a funcionar comercialmente -y con cierto éxito- fórmulas reservadas hasta ahora al servicio público como las radios de música clásica, las fórmulas todo-noticias o las radios basadas en la música popular autóctona de los diferentes países. Se da la circunstancia incluso de que en algunos países el afán de emular y competir con las nuevas radios comerciales ha metido a algunas organizaciones públicas en el desarrollo de estrategias hipercompetitivas propias de la peor radio comercial.

En España, la política de programación de algunas radios públicas no parece distanciarse demasiado de las contradicciones de sus homónimas europeas; no se trata de hablar únicamente de la estrategia errática seguida por RNE en los últimos años debido a sus problemas económicos, sino que inclusive algunas de las cadenas creadas en plena etapa de cambio, como las autonómicas, o bien han reproducido miméticamente el esquema clásico o han hecho una formulación bastante parecida a la de las cadenas comerciales.

En general en Europa la radio pública busca, de momento infructuosamente, un nuevo papel; algunas organizaciones han optado por el resistencialismo más acusado, esperando que amaine la tormenta y se clarifique el panorama, mientras que otras realizan todo tipo de experimentos con voluntad de cambio, aunque al final resulten un trasunto mimético de la peor oferta comercial.”

Transformaciones radiofónicas a medio plazo. En un entorno cambiante y competitivo
Josep M. Martí Martí, Revista Telos, nº 42, junio - agosto 1995

Outra Europa: Espanha

November 12, 2005

En España no se da esta variedad de formatos puesto que en la oferta (…) pesa aún de forma considerable la denominada programación convencional
Música de Listas: Cadena 40, Inter-Vinilo (Madrid), Radio 16 (Madrid), Radio Club 25 (Barcelona), , Cadena 13 (Barcelona)
Pop para Adultos: Cadena Minuto, Cope FM, R. Trafic, (Barcelona)
Vintage: Radio 80 Serie Oro, Radio Salud, Ralio RKOR (Barcelona)
Música Clásica: Radio 2, Catalunya Música
Música Urbana: Radio 3
Música Española: Cadena Dial, RM-Radio (Barcelona)
(Martí: 1990: 139)

A rádio “tertúlia”

October 22, 2005

Muito implantada em Espanha, esta rádio distingue-se por ter estas características (em construção):
- tem custos muito mais baixos do que outras opções programáticas que exigem maior tempo de produção
- tem alguns riscos, nomeadamente na separação de factos e opinião. Na opinião de Martinéz e Herrera, isto acontece “cuando el conductor olvida su papel de moderador de la charla y participa con sus opiniones en el transcurso de la emisión”.

- um género muito adaptado às características da rádio (mais do que, pelo estatismo, à televisão ou, ainda menos, à imprensa);
Merayo distingue (Merayo, 2000: 210-213) várias características:
- Periodicidade habitualmente diária e manutenção muito tempo em grelha;
- ligação à actualidade mais próxima;
- participantes habituais;
-emprego de uma “linguagem coloquial culta”;
- duração curta (20/30 minutos);
- variedade e alternância de temas

A rádio no Reino Unido

September 4, 2005

citações retiradas de:
Hollingsworth, Mike, How to get into Television , Radio and New Media, Continuum, Londres, 2003

Unlike TV, radio stations mainly construct their own programmes - even adverts - although there are a number of highly competent independent radio production companies and support service companies, including IRN (lndependent Radio News) transmitter operators, promotions companies and content information providers: I use the word ‘construct’ when referring to radio programmes because many stations in this country depend on pre-recorded music, on CD, to entertain their listeners. A large part of their output consists of playing copies of other people’s creative work, and sometimes they appear to forget the huge debt they owe to the singers and musicians whose work they use.” (24)

Serviço público: “The BBC runs five national analogue terrestrial channets: Radio l, which plays new popular music; Radio 2, older popular music and I some chat; Radio 3, classical music; Radio 4, which is mainly speech; and Radio 5, which carries news and sport. Two other stations Radios 6 and 7 - are available on digital systems” (25)

Rádio comercial: “They all deliver a local service of information and news in between the fairly limited play list of music that they specialize in. Most local stations can be described as ‘hit radio’, playing the Top 40 sounds of the day. There are a number of variations on ne theme, but most play popular music.” (31)